Takaira, a ascenção da Bruxa!
Depois dos acontecimentos na casa de Artemiras e sua família,  Perses começa a ser perseguido pela igreja. Muitas mentiras e exageros foram inventados para que a igreja não perdesse o prestigio e amedrontasse o povo.
 
Entre os boatos, Artemiras enfeitiçou a mente de Perses e Leopoldo, Perses sobreviveu mas com a alma perdida para o demônio levou Joao e maria para serem devorados por Bruxas malignas.
 
Sempre atento aos seus perseguidores, Perses se escondeu para recrutar guerreiros para uma nova ordem e sempre que podia visitava as crianças.
 
João e Maria viviam e um local tranquilo, amedrontante e fascinante, entre algumas criaturas que não eram conhecidas pelos humanos. Eles foram adotados por Hecane e Oderon, uma casal de bondosos e poderosos feiticeiros.
 
João logo se recuperou dos ferimentos, com o tempo foi controlando sua raiva e decidiu tornar-se um guerreiro, logo foi viver com Perses. Mas Maria estava estranha, sempre se isolava e brincava sozinha, não sorria e pouco conversava. Seu pouco momento de distração e alegria era quando Hecane lhe ensinava feitiços, conhecimentos e poderes. Hecane percebeu, então lhe ensinava o máximo, mas Maria pouco se abria para outros assuntos. Hecane fazia Maria lembrar um pouco de sua mãe, com o passar do tempo apenas o sangrento dia continuava na cabeça de Maria. Ela tinha pesadelos, medo, tristeza e um mortal ódio começava a crescer.
 
Quando completa 17 anos Maria não sabia como se livrar daquela agonia que apenas crescia, suas lagrimas ja marcavam seu rosto, então escolheu a morte. Decidiu que para acabar com seu sofrimento seria picada por um animal venenoso. Capturou uma cobra e colocou em um saco. Ficou durante minutos olhando para o saco buscando respostas e coragem para sua escolha, enfim após alguns minutos ela o fez, colocou a mão direita dentro do saco e esperou, a cobra não mostrava agressividade, balançou segurou a cobra mas ainda assim não foi picada, perdeu a paciência e segurou o animal com as unhas e apertou e assim conseguiu! Jogou o saco no reflexo e sentou ao pé de uma arvore, se sentiu só e começou a chorar. Aos poucos ela sentia o veneno em seu corpo, sua mão começa a doer, sua força no corpo vai sumindo, sua respiração dispara! Maria se desespera, se arrepende do ato e não sabe o que fazer, tenta pedir ajuda mas cai, com sua última força percebe uma flor medicinal próximo, se arrasta e a engole como ultimo ato de esperança, Maria não aguenta e perde a consciência agonizando no final de sua vida.
 
Durante horas Maria ficou ali inconsciente, ate que acorda com leves pisoteio de um cavalo selvagem. Maria ja o conhecia, ela o chamava de Pegaso mas nunca o havia montado, Maria ainda estava muito fraca e dolorida, consegue montar no animal e segue em alguns pontos da floresta para pegar plantas, cascos e flores, monta uma poção, toma, desce do cavalo e desmaia novamente!
 
Mais algumas horas e Maria acorda com o frio. Ja estava bem melhor, porem um olhar diferente estava em seu rosto, aqueles olhos escuros e tristes mostram agora uma estranha segurança. Maria reflete e percebe que ja havia sofrido além do limite, monta em Pegaso que parecia estar protegendo-a e volta ate o local que tentou suicídio. O saco ainda estava la, e por conta do laço a cobra não conseguiu fugir. Maria não sabe porque sobreviveu, mas sabe que não tentaria se matar novamente,  e antes de se aproximar do saco lembra-se novamente de sua mãe, e de que ela mais dizia:
 
"Cuida de Gaia."
 
Maria para por um momento, e em uma ato espontâneo, como expelindo algo de seu corpo lança um grande, longo e estridente grito. Ainda gritando ferozmente lança um mortal feitiço sobre a cobra, e o saco começa a queimar, a cobra foje mas para e morre com sua carcaça em chamas. Maria observa a cobra e sente um leve conforto.
 
Ela volta para a gruta onde vive, mata sua fome, toma um banho e se perfuma, veste-se provocante e cavalga com Pegaso até uma taverna, em um povoado longe dali. Maria entra no local e percebe um ambiente decadente, homens bebiam e prostitutas soriam e dançavam. Logo a bela menina ganhou o desejo dos homens e indignação das mulheres. Maria observa, sorri para alguns homens despreza outros e começa a ser molestada, um dos bêbados, um homem forte se aproxima de Maria, segura sua cabeça e tenta um beijo a força. Maria consente o beijo friamente, espera terminar, se afasta e segue desapercibida até as portas do local, enfeitiça cada fechadura que encontra. Vai até a parte de trás do balcão de bebidas, segura uma faca em cada mão e as levanta, começa uma reza diabólica e coloca as facas no balcão, retira um pó de dentro de uma bolsa pendurada sua cintura e joga para cima espalhando no ambiente. Os talheres se transforman em cobras, os pratos, copos e outros objetos em aranhas e escorpiões, mesas e cadeiras em crocodilos, lobos e ienas. Todos no recinto correm apavorados, se pisoteiam e esbarram nas portas trancadas, os que lutam sao picados traiçoeiramente, os que ficam sao devorados vivos, Maria gargalhava descontroladamente, a cada picada, cada mordida, a cada grito maria gargalhava mais e mais.
 
Quando tudo acaba, os animais voltam a sua forma original, talheres, pratos, garrafas , mesas e cadeiras espalhadas e manchadas de sangue por todo o recinto. Maria pula um corpo, empurra entulhos com os pés e segue até a saida como se caminha por um pântano cheio de buracos e galhos. Abre a porta ja não mais trancada, procura por Pégaso mas sabe que depois do acontecido ele não mais a seguirá.
 
Maria caminha lentamente de volta a sua casa, pensativa, ansiosa e confusa. Quando chega abre a porta lentamente para não ser percebida e é surpreendida por um abraço seguido por choro de Hecane. Hecane pergunta o que aconteceu, porquê ela sumiu mas percebe em Maria uma outra aura, outro olhar, Maria não retribui o abraço e nada responde, se afasta e segue para um longo banho e depois para seu quarto. Pela madrugada, Maria separa algumas roupas em uma bolsa, escreve um bilhete e deixa em cima da mesa de refeições, sai sorrateira e desapercebida da casa para nunca mais voltar.
 
Hecane acorda cedo, passa pelo quarto de Maria e vê que não está la, vai até a mesa e percebe o bilhete, o mesmo dizia:
 
"Não me procure, não me espere, obrigado pelo que fez por mim mas seguirei meu caminho. Maria não existe mais, Maria morreu na casa de Artemiras minha verdadeira mãe a anos atrás. Hoje sou outra mulher e gosto de quem sou, me sinto melhor com quem sou. Você ouvirá falar de mim".

 

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